Ilustradores

AKA Corleone

AKA Corleone é Pedro Campiche (n. 1985), um artista visual com ascendência portuguesa e suíça que iniciou o seu percurso como writer de graffiti no submundo da sua Lisboa natal.

Desenhador compulsivo e obcecado desde novo por todas as coisas gráficas e visuais, estudou artes e licenciou-se em Design e Comunicação Visual em 2007. Após trabalhar como designer gráfico em ateliers durante alguns anos desiludiu-se de vez com esta área, tendo decidido trabalhar como ilustrador freelance em complemento com o desenvolvimento da sua atividade artística.

No campo das artes visuais é hoje conhecido pela destreza com que joga com o uso de cores, tipografia, personagens e formas depuradas que combina de forma hábil de modo a produzir composições apelativas imbuídas de originalidade e um humor abrangente. Tem apresentado o seu trabalho em exposições individuais e coletivas desde 2010.

“Para mim o vinho representa o convívio, os amigos, os romances, as férias, os jantares…tudo coisas que nunca foram tão importantes como agora. Espero contribuir com a minha ilustração para que estes sentimentos voltem rapidamente ao coração dos portugueses.”

Cesáh

Paulo Albuquerque aka Cesáh (Rio de Janeiro, 1988) é pintor e ilustrador, licenciado pela Faculdade de Belas-artes da Universidade de Lisboa. O seu trabalho é uma mistura de atmosferas e personagens que se envolvem e contam histórias. Muitas vezes essas histórias contêm muita informação e detalhes, instigadas pelo caos comum presente nas cidades. No entanto, ele tenta sempre replicar a natureza como um símbolo de pureza e salvação. Nas suas peças normalmente tem como base algum conceito, que se desenvolve através de introspeções ou análise das atitudes e hábitos sociais dos seres humanos.

“Nesta ilustração quis representar o que para mim é sensação de viajar e conhecer Portugal. Escolhi alguns elementos característicos, que em conjunto conseguissem de alguma maneira transmitir o movimento e a boa energia que Portugal tem. Nesta fase que estamos a viver acho que é muito importante manter o pensamento positivo e a energia para ultrapassar as dificuldades. Fico muito contente de poder contribuir.”

Contra

O trabalho de Contra (1984) tem raízes em diferentes áreas, desde o graffiti, instalação à arte abstracta. Num processo maioritariamente analógico, essas áreas culminam numa miscelânea visual que reflete as suas experiências, pensamentos e ideias. Na base do seu trabalho está uma constante procura de novas abordagens que se refletem no desenvolvimento e evolução das suas composições. É membro integrante e co-fundador do Colectivo RUA. 

“Após o convite para ilustrar uma meia, decidi de imediato que ia trabalhar com desenho de linha elaborando uma composição onde o meu mundo abstracto da arte urbana se mistura com o tema do calçado. O Resultado final é uma composição com cores fortes feita para encarar o dia-a-dia porque um bom calçado levam-nos a bons lugares.”

Diogo Matos

Diogo Matos nasceu a 08 de Janeiro de 1996 e é um Designer multidisciplinar do Porto, Portugal. Licenciou-se recentemente em Design Gráfico pela ESAD Matosinhos e divide a sua prática entre o trabalho freelance e um full-time na Casa da Música como Designer Gráfico. Focado em Design Editorial, Fotografia e Ilustração, Diogo gosta de jogar Pong-Ping, Footgolf, de conduzir o seu carro tunning, provar cozinha molecular, gastar dinheiro em meias, livros e patos de borracha.

Para este projecto decidi representar alguns dos animais que estão presentes na classe do gado a interagirem de uma forma saudável entre si, sendo que se apoiam mutuamente uns nos outros apresentando sempre uma postura descontraída.”

Margarida Fleming

Margarida Fleming é uma artista plástica, eleva-se por meio das variadas linguagens, através da constante experimentação de novas técnicas. A geografia humana das duas pinturas rondam o mistério, no mapa das emoções definidas por traços rápidos e olhos hiper-realistas. Desvenda a humanidade escondida por traços, porque define tudo o que distorcemos na nossa imagem, na nossa vida, na nossa alma. Os traços que constroem seus rostos profundamente expressionistas são densos. Eles conseguem evitar preconceitos de género, artísticos e de beleza.

“Tive como ‘destino’ o setor da Música, ‘destino’ é fado e fado é sem dúvida Portugal. Um fado vadio ou um fado corrido, uma cantiga que vai circular.”

Glam

Catarina Glam (n. 1985) é uma artista visual portuguesa, que se foca principalmente no desenvolvimento de esculturas e instalações públicas. Licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa, desde cedo se dedicou à arte urbana e ao design de personagens. Após um percurso inicial pelos universos do graffiti e do papercraft, encontrou na pintura de murais e na escultura em madeira a possibilidade de aumentar a escala das suas criações, de forma a permitir que elas pudessem existir na rua. A estética das peças que cria é um reflexo do seu interesse por geometria e carpintaria, tendo encontrado nos sólidos geométricos o ponto de partida para materializar as suas personagens. Sendo a busca de técnicas e soluções uma constante do trabalho que desenvolve, a reciclagem de materiais assume muitas vezes um papel importante na conceção das suas obras. Porque acredita que cada peça tem a sua própria mensagem, o objetivo atual da artista é espalhar as suas pinturas e esculturas por várias cidades e contextos nacionais e internacionais.

“É cada vez mais essencial cuidarmos de nós próprios. A minha ilustração é uma homenagem a todos os recursos de cura e profissionais de saúde, cujo empenho é essencial no bem estar de todos, principalmente na era atual que vivemos.”

Lara Luís

Lara Luís é uma “overthinker” a tempo inteiro e artista visual nos tempos livres. Faz parte do grupo de jovens artistas que tomaram de assalto o mundo da ilustração tal como nós o conhecemos atualmente. Vai buscar inspiração ao seu quotidiano e os personagens são o reflexo das suas múltiplas personalidades. Desde 2010, tem participando em várias exposições coletivas e a solo em Portugal e no estrangeiro, e a sua popularidade tem lhe trazido parcerias com diversas marcas de renome. De momento a morar em Lisboa, mas o sotaque não lhe deixa mentir que as suas origens são do norte.

“Sendo o meu trabalho muito baseado no meu próprio quotidiano, quando deparada com o desafio de ilustrar algo sobre o tema: têxtil, comecei a olhar à minha volta e reparei que… Estava rodeada de tecido das mais várias formas e confeções possíveis. Orgulho-me de poder dizer que possuo vários artigos para a casa ou de roupa/ acessórios feitos em portugal, por isso será um prazer ajudar este setor com as minhas ilustrações.”

Oker

Mário Fonseca – Oker – é um artista do Porto cujo trabalho reflete-se em diferentes áreas: graffiti, arte urbana, ilustração, design gráfico e fotografia. A versatilidade define os seus trabalhos e projectos, mostrando diferentes abordagens estéticas nas suas peças. Mistura linhas orgânicas e personagens animadas, combinando texturas e formas abstratas que dão um look limpo às suas composições.

“Mal recebi o desafio para desenvolver um padrão sobre o tema “Queijos”, surgiu-me imediatamente a expressão típica portuguesa “Cheira a queijo!”. Daí, parti para a criação de um rato a espreitar por um buraco e a deliciar-se com o aroma dos queijos ao seu redor, juntamente com uma mão ansiosa para petiscar. Sendo um fã de queijos, espero conseguir ajudar a promover o que bom se faz por essas queijarias pelo país fora!”

Teresa Murta

Teresa Murta – nome artístico de Teresa Costa Gomes – nasceu em Lisboa, em 1993. Estudou na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.cr) entre 2011 e 2014, onde concluiu a licenciatura em Artes Plásticas. Expõe regularmente em Portugal e no estrangeiro. Vive e trabalha, atualmente, em Lisboa.

“O grande desafio em representar o sector das Artes é pertencer ao mesmo. Decidi olhar para a meia como olho para uma tela, e recorri aos mesmos processos que uso no meu trabalho pessoal (à exceção da técnica). Utilizei alguns símbolos do imaginário da pintura, como o ovo – têmpera – uma técnica de pintura utilizada principalmente nos séculos XIV e XV. Este ovo por sua vez acaba por representar também um bem essencial – comida. Os artistas em Portugal já enfrentavam longas batalhas, é um prazer representar este sector que tanto precisa de apoio, sempre e principalmente agora.”

The Caver

Natural de Lisboa (1983), The Caver é um artista principalmente de rua, mas que tem trazido também o seu trabalho para galerias. O seu background é o graffiti tradicional que começou a fazer regularmente nas ruas desde 1998, mas hoje em dia podemos ver o seu trabalho evoluído e refinado em grandes fachadas e murais de bastantes cidades.
O seu trabalho é bastante caracterizado pela utilização de formas simples mas bastante fortes, aliadas a uma harmoniosa composição de cores e um conteúdo muitas vezes enigmático.

“No meu tributo, represento a segurança pública de uma forma respeitosa. Por vezes subvalorizados, esta classe é das mais importantes para a manutenção de uma sociedade, principalmente em alturas como esta.”

Uivo

Gonçalo Fialho aka Uivo (94’Mafra, Portugal) é um designer que desde 2017 vive em Ílhavo e trabalha no 23 Milhas. Co-fundador da Agil (desde 2019), uma associação gráfica e oficina cooperativa de Ílhavo. Fundador e diretor de arte da Implosão (2013-2017), uma plataforma de pesquisa e discussão sobre ilustração.

“Para o setor da distribuição procurei explicar o movimento das coisas. As coisas são coisas porque não andam, não se explicam. Para andar as coisas não saltam, não voam por si, precisam de pernas e braços de outros. Há coisas que sozinhas estariam espalhadas, perdidas, não nos encontrariam. A distribuição ajuda-nos a fazer esta ligação entre nós e as coisas de que precisamos nas nossa vidas.”

TIAGOs

Tiago Esteves e Tiago Rodrigues são dois amigos de infância. Conheceram-se com 3 anos, hoje já vão nos seus 30s, mas a amizade e vontade de fazerem coisas juntos manteve-se. Com background em gestão e economia, passaram os primeiros 10 anos das suas carreias em consultoria. Pelo meio criaram algumas empresas e negócio pessoais.

Durante a quarentena do corona vírus, decidiram dar o seu contributo e desenvolveram uma ideia: produzir um produto (meias) com recursos 100% nacionais e que contribuísse para ajudar alguns dos setores mais afetados pela crise económica que se avizinha. A partir de aí, começaram a mobilizar recursos, num processo de co-criação com artistas e altamente colaborativo com todos os parceiros, e a ideia ganhou forma.

Esperamos que gostem desta primeira coleção e agradecemos enormemente a todos os que acreditaram na nossa ideia! 

“O padrão que desenhámos pretende, por um lado, homenagear todos os portugueses através das caras de alguns dos melhores de todos os tempos na sua área, e por outro, inspirar-nos para um dia sermos tão bons ou melhores que eles. Porque acreditamos que é do empreendedorismo que nasce o melhor de Portugal.”